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janeiro 31, 2004

Lá vem a Nau Catrineta! Jan IV


Lá vem a Nau Catrineta
que tem muito que contar
ouvi agora senhores
esta história de pasmar
S. Paulo Portas à proa
D. Burroso a comandar

S. Bagão trata do pré
Santa Manuela do saque
o resto desta quadrilha
pronta a passar "ao ataque!"

Sobe à gávea Marques Mendes
És pequeno por isso estável
E diz-me lá o que entendes
Por ministra inimputável

Pr'a não passar por otário
Meu capitão general
Vou ver ao dicionário
O que consta sobre tal

Despachai-vos lá então
Que estou morto por saber
Qual o sentido e a razão
Que a palvra possa ter

Diz aqui que o inimputável
Goza a inocência total
Seja por menor-idade
Ou por demência mental

Ai então o malandreco
Desse Louçã de uma figa
Decidiu sem estopa ou prego
Acusar a rapariga?

Menor é que ela não é
Já passa dos cinquenta
Portanto por esse pé
Essa razão não assenta

E quanto à outra razão
A da demência mental
Afirmo eu D. Durão
O dono de Portugal

Que se suspitasse um dia
Daquela límpida mona
Nunca a Justiça daria
À Tia Celeste Cardona

Sendo eu um iluminado
E de vós senhor soberano
Nego que tenha falhado
Sabem que nunca me engano

Ordeno que esse esquerdalho
Seja culpado e punido
E o exemplo seja dado
A quem se meter comigo

Amarrem-no já ao mastro
Dai-lhe vinte chicotadas
E vereis que esse emplastro
Não dirá mais bacoradas

Publicado por Zecatelhado às janeiro 31, 2004 02:17 PM