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fevereiro 15, 2004
"Os Laranjíadas" de Durão Vaz de Camões
...continuação do Canto I
Dedicatória ao "Rei" D. Georgão Bush
E vós ó senhores da segurança
país da estátua da Liberdade
e não menos certíssima semelhança
com os donos da Roma da antiguidade
Vós, ó novo temor da Maura lança
bestialidade fatal da nossa idade
dado ao mundo pelo demo, que todo o mande
para do mundo ao dianho dar parte grande
Vós, velho e mau ramo bolorento
de uma árvore do Inferno mais amada
que nenhuma nascida no Ocidente
Nacional Socialista então chamada
Vede-o no vosso rosto de sangue sedento
que nos mostra a sangria que haveis começada
pelo poderio atróz das vossas armas, deixado
pelos quatro cantos do mundo massacrado
Vós, poderoso "rei", cujo alto império
o sol logo em nascendo, vê primeiro
Vê-o também no meio do hemisfério
e quando desce o deixa derradeiro
Vós, que esperamos jugo e vitupério
sobre o nobre ismaelita cavaleiro
e que toda a riqueza que o Oriente encerra
seja enfim pilhada das entranhas da terra
E passeais assim vaidoso a majestade
com que o mundo com espanto vos encara
e ninguém ouse entravar vossa vontade
porque é de aço a vossa espada e nunca pára
assassina em nome da liberdade
Ó demo: chega de tanta sofreguidão avara
mas a justiça é certo um dia se fará
e de ti, ó carniceiro, então nada sobrará.
Continua...
Publicado por Zecatelhado às fevereiro 15, 2004 05:02 PM