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fevereiro 08, 2004
Para Dormir na paz dos Justos!
Diz-me agora o teu nome
se já dissemos que sim
pelo olhar que demora
porque me olhas assim
porque me rondas assim
toda a luz da avenida
se desdobra em paixão
magias de druida
pelo teu toque de mão
soam ventos amenos
pelos mares morenos
do meu coração
espelhando as vitrinas
da cidade sem fim
tu surgiste divina
porque me abeiras assim
porque me tocas assim
e trocámos pendentes
velhas palavras tontas
com sotaques diferentes
a nossa prosa está pronta
desdobrando esquinas e gretas
pelo caminho das letras
que tudo o resto não conta
e lá fomos audases
por passeios tardios
vadiando o asfalto
cruzando outras pontes
de mares que são rios
e num bar fora de horas
se eu chorar, perdoa
ó meu bem é que eu canto
por dentro sonhando
que estou em Lisboa
dizes-me então que sou teu
que tu és toda para mim
que me pões no apogeu
porque me abraças assim
porque me beijas assim
por esta noite adiante
se tu me pedes, enfim
num céu de anúncios brilhantes
vamos casar em Berlim
à luz vã dos faróis
são de seda os lençóis
porque me amas assim
Fausto
Durmam tranquilos, companheiros. Eu vou com a Flauta do Gnomo.
Publicado por Zecatelhado às fevereiro 8, 2004 02:34 AM