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fevereiro 17, 2005

-A Moral e o Direito

Na discussão havida no debate de terça-feira entre Francisco Louçã e Pedro Santana Lopes ( apanhando depois por tabela José Sócrates ) sobre o caso da isenção de impostos da operação de fusão de balcões da Banca, o representante do Bloco de Esquerda meteu os pés pelas mãos e não realçou o que deveria ter realçado.
O Governo de Pedro Santana Lopes mais não fez do que aplicar uma lei existente desde 1990 ( Decreto-Lei 404/90 ). Ora, é por aqui que se deve começar a discutir o problema,ou seja: Independentemente de tudo o que possa ser argumentado e discutido sobre o que levou a que uma lei dessas fosse feita e por quem foi feita, É UMA LEI IMORAL sobre o ponto de vista da justiça, e isso é que é preciso discutir JÁ!
Mas porque é que a Banca, com os seus milhões de milhões de lucros anuais é ISENTA de qualquer imposto e o Zé que ganha a miséria de 500 euros mensais tem que os pagar? Que moral tem um estado para fazer uma acção dessas? Que moral tem um estado para cobrar imposto sobre um medicamento a um desgraçado de um reformado com uma pensão de miséria e liberta o banco do Jardim Gonçalves ou outro qualquer de pagar não sei o quê, com o pretexto de não sei quê?
Por favor não venham para aqui com argumentos da treta tais como " ... é pá, mas temos de dar incentivos aos investidores, blá blá blá...", porque me dá vontade de os mandar a todos à M...!
Ora vamos lá a ver se me acalmo e páro de tremer os dedos de raiva. A injustiça, vista ela a farda que vestir é a única coisa que me deixa à beira de um ataque de fúria, IRRA!

Publicado por Zecatelhado às fevereiro 17, 2005 09:17 PM