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abril 06, 2005

- Pensamentos


Confúcio não pregava a extrema doutrina de pagar a arrogância com a humildade e a violência com amor. “Trata o teu inimigo com justiça e o teu amigo com bondade”, foi o seu conselho mais prudente. Sê justo para com o teu inimigo, mas não o irrites com o teu amor. Seria apenas derramar mais óleo no fogo do seu ódio. Por um lado, é brutal vingar um insulto, por outro é tolo perdoá-lo. Julga-o com justiça e procede de acordo com o devido respeito à tua própria dignidade e aos direitos de teu inimigo.

Gostava de lidar com os fracassados e de lhes minorar as deficiências.
“A quem hei-de associar-me se não aos sofredores?” Replicou certa vez a um discípulo que lhe censurou os hábitos democráticos.
Quando os seus adeptos pediram que definisse todo o seu código de ética numa só palavra, respondeu: “Não será Reciprocidade essa palavra?” E explicando: “Reciprocidade quer dizer, apenas, que o que não gostais que vos façam, não o fareis a outrem.”
Não era um extremista sentimental. As suas simpatias eram práticas e não ultrapassavam a natureza humana. “Não nos podemos retirar do mundo e associar-nos às aves, aos animais que não possuem afinidades connosco.” Não se interessava por animais nem por anjos, mais sim pelos homens.
Diante de algum julgamento mostrava-se mais interessado em remover a causa do crime do que punir os criminosos. Nesse tempo, o país vivia infestado de pequenos ladrões e salteadores. Alguns cidadãos de elite consultaram-no sobre o que deviam fazer para reprimir esses abusos, e ele respondeu: ” O único meio de acabar com o furto é acabar com a vossa própria avidez. Quando deixardes de ser ávidos, não tereis mais bens em excesso para serem furtados por ninguém.”
Uma vez perguntaram a Confúcio:
O que mais o surpreende na humanidade?
Confúcio respondeu:
"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro...
E concluiu:
...Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido..."

Publicado por Zé do Telhado às abril 6, 2005 02:15 PM