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janeiro 02, 2006

* É Necessário Agir e Já!...


"...Como passa senhor Contente?
Como vai senhor Feliz?
Diga à gente, diga à gente
Como vai este país...

Era assim que começava a rábula protagonizada pelos actores Nicolau Breyner e Herman José, aqui há uns anitos valentes. O País dos Dupont & Dupont posto a nú, ou seja: Agora eu e depois tu e vice-versa, num doce...lá vamos cantando e rindo.
Começo por citar Biranta:
"...Qual é a Mafia que mais manda? Sei lá! O que nós sabemos é que isto devia ser uma democracia e não é!
Não é democracia, porque quem detém o poder não quer que seja. Imaginem, por exemplo, a seguinte situação: O país está "bloqueado", devido às lutas intestinas entre máfias, há muito tempo. Agora imaginem que, perante os factos, cada vez mais graves, que se vão acumulando na sociedade, o Presidente exercia as suas competências e actuava, porque as instituições não estão a funcionar. Mas não actuava por livre arbítrio, como acabou por fazer, tarde e más horas; mal, portanto. Fazia esta simples pergunta ao povo: "Sente-se representado no Parlamento?"
Imaginem agora que, perante a resposta, óbvia, ele dissolvia o parlamento; e mais: ficava com o direito de voltar a fazê-lo, se a situação se repetisse. É que o parlamento deve representar a totalidade da população. São eles que o dizem e assumem, como forma de "legitimarem" a sua chulice! Portanto, verificando-se que não representa, conclui-se que as instituições não funcionam regularmente!
Querem melhor forma de verificar que as “instituições não funcionam? Vocês iam ver como apareciam as soluções para os nossos problemas sociais; como a nossa economia se desenvolvia; como começava a "caça" às competências, para colocar em qualquer cargo de responsabilidade; como se acabava com uma série de bandalheiras e escândalos, que nos mantêm neste marasmo e não nos deixam sair dele. Como deixávamos de ouvir as desculpas falaciosas e esfarrapadas do costume!
O mal de quem "pensa" a nossa política é não conseguir sair dos limites impostos por teóricos da treta, que eternizam as nossas desgraças. Se o poder político pertence ao povo, então que seja o povo a decidir. Pior não fica, isso eu posso garantir! Mas garanto mais: garanto que seria um óptimo "ponto de partida" para a resolução dos nossos problemas. Porque eles têm solução e os políticos sabem como chegar lá! Tá nos livros e na base de qualquer teoria minimamente evoluída; ou seja: qualquer pessoa esclarecida o sabe. Portanto, ou os nossos políticos são muito imbecis, broncos e ignorantes, ou sabem! Só não o aplicam porque são perversos!"...

"...a ideia não é "promover a discussão em torno de problemas. A "convocatória" está feita sob o lema: "valorizar a abstenção" e, se condiz com uma ideia antiga pela qual me tenho batido, trata-se de divulgar essa proposta CONCRETA, junto da população; isto é: fora do espaço da NET. Isto porque "os nossos problemas" estão discutidos e rediscutidos, diagnosticados e "sentenciados", de todas as formas possíveis e imaginárias, ou seja: para todos os gostos... o que não estão é em vias de resolução.
A meu ver, as soluções existem e também existem as pessoas... Haver soluções passa por "colocar as pessoas certas nos lugares certos", condição essencial da democracia... Só se podem colocar "as pessoas certas nos lugares certos" responsabilizando os políticos e quejandos. A valoração da abstenção, para além de acabar com a actual prática, nazi, sancionada por todos os partidos, que permite as "maiorias" falsas e vigaristas, que nos têm destruído, permite atingir esse objectivo de responsabilização e avançar para "colocar as pessoas certas..."
Há uma infinidade de coisas que podem ser feitas para divulgar estas propostas fora da NET e, para iniciar esse processo, nem são precisas muitas pessoas, apenas pessoas empenhadas no mesmo objectivo.".


Aqui há uns dias encontrei-me com uma amiga da Blogosfera para discutirmos esta coisa, já que temos pensamentos comuns sobre o problema, e achámos que era necessário "Deixar o Acto e passar ao Facto" . Era necessário discutir e passar à acção, promovendo debates de aprofundamento e organizando formas de luta directa. Deixei isso para o príncipio deste ano que começa, já que o mês de Dezembro, por razões óbvias, não era o mais indicado para o arranque de tal iniciativa.
Já enviei uns mail's para alguns amigos doutros quadrantes que não o blogosférico, e já obtive algumas respostas de aderência. Que tal promovermos um encontro para trocar ideias. Aqui fica o desafio a todos os que quiserem participar. Para começar, enviem um mail para: Zecatelhado@gmail.com a confirmar a vossa disponibilidade. Quanto ao espaço...fica por minha conta.
É tempo de dizer JÁ CHEGA à pantomina. É tempo de passar à actuação IMEDIATA.
Adere e manda um mail,(ou deixa aqui mesmo a tua aderência) mais que não seja, não percas a oportunidade de dar a tua opinião.

Um @bração do
Zecatelhado

Publicado por Zé do Telhado às janeiro 2, 2006 06:50 PM

Comentários

Ora muito bem. Sempre fui da opinião que o que nos distinge de outros seres que conosco partilham este planeta é o de termos opinião, o que visto desta forma pode até ser uma forma de chamar nomes feios a quem, apesar de uma foma mais próxima da nossa que a daqueles, não tem opinião sobre nada ou coisa alguma.
Centrando agora a atenção no repto lançado, começarei por dizer que é no mínimo pretencioso julgar que o que o povo quer não é aquilo que escolhe quando é solicitado a fazer escolhas, num país em que as eleições são reconhecidamente livres e de livre acesso aos maiores (de idade, pelo menos). Mas aceitando que muitos querem algo diferente e acabam escolhendo mais do mesmo, será aceitável admitir que é porque não têm por onde escolher. E porquê se ao longo do tempo até vão surgindo novos intérpetres, com discursos ajustados aos novos tempos??? Talvez porque acabem por pecar todos da mesma forma, ou seja, mais cedo ou mais tarde o discurso sedimenta e acaba por se enquadrar nos pressupostos reinantes das famílias políticas de onde provém e onde as suas palavras mais colhem. O defeito é nenhum dos profetas nos novos tempos surgir com um discurso (enquanto não pode passar das palavras aos actos) condizente com as realidades do nosso mundo, do nosso país, sem cedências a interesses, grupos ou ideologias. As coisas tem de ser ditas como elas são e o rumo tem que ser aquele que que comporte realismo, justiça e equidade. Todos queremos certamente salários mais elevados, dois meses de férias, que não aumente o pão nem os transporte, escolas e hospitais gratuitos e ao mesmo tempo não ouvir falar em aumentos de produtividade ou de impostos próximo dos 50% do vencimento !!!! Mas isso será possível??? Existe algum país assim??? que não produza petróleo, já agora???? O que temos de pedir é Justiça, Competência, Responsabilização. Um sistema fiscal eficiente, sem espaço para a fraude e evasão, uma Justiça que resolva os casos em tempo útil, uma Educação em que os professores preencham os quadros das escolas e que dêm efectivemente os programas, sendo avaliados por isso, hospitais com médicos que não encaminhem os doentes para as consultas privadas, polícias que não perdoem multas a troco de suborno, clubes de futebol que pagem os salários aos jogadores taxistas que cobrem o valor justo da "corrida" e tantas outras coisas que estão erradas mas que pouco delas se fala em detrimento daquelas que, por força dos sistemas económicos que as economias ocidentais adoptaram, acabam por ter de ser assim inevitávelmente.
Obrigado pela oportunidade.
LM

Publicado por: Luís Machado em janeiro 2, 2006 03:51 PM

Honestamente não entendi bem a tua ideia Zeca...e essa do Garcia Pereira...penso que naquilo que pudermos fazer dizer construir, nisso, estaremos a agitar, a mudar, a pôr em causa...aguardo algo mais esclarecedor...
Um abraço do Morfeu

Publicado por: morfeu em janeiro 2, 2006 05:13 PM

O comentário

Publicado por: contradicoes em janeiro 2, 2006 09:34 PM

Meu caro António. Sou obrigado a concordar com a opinião de Luis Machado, porque temos provas bastantes de que novos projectos quer através da criação de novos partidos com foi o caso do PRD quer de associações cívicas, pouco ou nenhuma receptividade têm da parte do eleitorado. E isto pela simples razões de que os eleitores desacreditados, não admitem viabilizar nada que de novo apareça, dado o seu desencanto. Por isso pessoalmente achar que a única hipótese que poderemos ter é a de criarmos uma espécie de grupo de pressão o qual passaria, interpretando o sentimento de muitos subscritores, levarem à discussão no parlamento projectos de Decretos-Lei
que regulassem diversas matérias que nosa interessassem defender. Vou no entanto estar atento ao desenvolvimento do vosso projecto. Com um abraço do Raul

Publicado por: contradicoes em janeiro 2, 2006 09:48 PM

Penso que não me expliquei convenientemente;
DISCUTIR TUDO ISTO é que era a ideia, não a fundação de "qualquer coisa". Ouvir opiniões, debater ideias e encetar OU NÃO uma qualquer forma de acção.

Um abração do
Zecatelhado

Publicado por: zecatelhado em janeiro 2, 2006 10:23 PM

Bom para mim até partilho a tua opinião mas o que falas e prepoes não será uma tortulha?a favor de encontros de cidadões para debates gerais é assim que se mexe um pais é a falar e agir, não ficar calado e de mãos cruzadas.
Um grande abraço amigo zeca.

Publicado por: pr em janeiro 2, 2006 10:52 PM

O sistema capitalista tem porfiado no apuro da exploração, as elites têm adornado as acções exploratórias desse sistema, no apuro das performances na classificação nominativa dessas formas de exploração.
Não há um homem novo, este está velho, deixou-se escravizar, deixou escravizar a sua companheira, deixou escravizar os próprios filhos de tenra idade e hoje sente-se jogado na lixeira da sociedade.
Lutar mais pela sobrevivência da espécie, do que pela tolerância na exploração, será porventura o grito necessário, mas temo que ainda seja cedo para que o homem entenda que o seu papel no mundo é o de viver em igualdade no seio da sua tribo.

Publicado por: jgonçalves em janeiro 2, 2006 11:19 PM

Em primeiro lugar, saúdo a tua iniciativa.
O desencanto e a desilusão tentam ao desinteresse, à abulia. Felizmente, como diz Manuel Alegre (se me permites, um exemplo sempre mais feliz que o de Garcia Pereira ... a nossa memória não pode ser curta, Zeca, e este indivíduo teve um papel demasiado importante em determinado período da nossa história):

há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Daí não podermos embalarmo-nos no nosso tão característico sebastianismo e aguardar o nascimento do 'homem novo'.

Quanto ao resto, e neste momento, atendendo às condições objectivas da nossa sociedade, a minha posição é exactamente a do Raul (contradições), a saber:
" a única hipótese que poderemos ter é a de criarmos uma espécie de grupo de pressão o qual passaria, interpretando o sentimento de muitos subscritores, levarem à discussão no parlamento projectos de Decretos-Lei
que regulassem diversas matérias que nosa interessassem defender."

Podes contar comigo, Zeca.
Como primeiro passo, vou publicitar esta tua iniciativa no 'titas' (e ver como a 'encaixo' no 'afrodite')


Publicado por: afrodite em janeiro 3, 2006 12:51 AM

Zé quando se trata de avacalhar esta malandragem, e trocarmos ideias para coisas melhores, mais que não passem de aspirações, o que mesmo assim vale sempre a pena, podes contar comigo. É discutindo que se faz luz, e bem precisamos dela nesta escuridão em que vivemos.
"O que é preciso é avisar a malta", nunca esta frase foi tão verdadeira como agora. Só um cego é que não vê o abismo para que nos empurram.`
Vai em frente e conta comigo.
Um abraço. Augusto

Publicado por: augustoM em janeiro 3, 2006 01:41 PM

Zeca nunca me meti em cenas destas, mas está na hora. Conta comigo!

Publicado por: wind em janeiro 3, 2006 06:41 PM

António, não me enviate mail nenhum, estou d@ndo "$#"$%"%$"$"&$"&%#%/#/&$#!%/(&)/%&=(&=?$R&$"&$))?U)Y=(
CONTIGO!

Publicado por: Golfinho em janeiro 4, 2006 05:15 AM

P.S. conta comigo!

Publicado por: Golfinho em janeiro 4, 2006 05:26 AM

Zeca, podes dar um recado ao Golfinho?
Eu até entendo a preocupação e os cuidados a ter quanto aos comentários indesejados, (eu, por mim, estou-me nas tintas: ignoro-os) mas o esquema arranjado pelo Golfinho é muito complicado, o que inviabiliza os nosssos comentários. E é pena, pois o blog é muito bom e apela à nossa participação.

Um beijo para ti e para ele.

Publicado por: afrodite em janeiro 4, 2006 06:40 AM

Amigão Golfinho;
Os mail's foram enviados a quem não tem blogues, companheiro. A malta por aqui "vê-se" todos os dias.

Um abração do
Zecatelhado

Publicado por: zecatelhado em janeiro 4, 2006 01:50 PM

Afrodite;
Já disse ao Golfinho isso mesmo; Inclusivamente o tema foi "PROTESTO DA SEMANA" há 15 dias atrás, eh,eh,eh!

Um @bração
Zecatelhado

Publicado por: zecatelhado em janeiro 4, 2006 01:52 PM

Eu, como é óbvio, "tou nessa"!

Publicado por: Biranta em janeiro 4, 2006 02:24 PM

Querem participar: (Lista feita hoje, 04.01.2005 às 15horas)

Zecatelhado
Biranta
Golfinho
Afrodite
Wind
AugustoM

Um abração
Zecatelhado

Publicado por: zecatelhado em janeiro 4, 2006 03:10 PM

Count me in, OBVIOUSLY! ;-)

Publicado por: Sandra Feliciano em janeiro 4, 2006 03:37 PM

E encontramo-nos onde, carago?
Afrodite, deixei bem expresso como se pode comentar.
Muito obrigado pelos elogios.

Publicado por: Golfinho em janeiro 4, 2006 05:10 PM

Camarada conta comigo se for preciso pra sacudir os esqueletos dessa macacada que está querendo usurpar mais uma vez o poder. Se precisar fazer "zuada", estamos na rua!!!!

Publicado por: Alvaro Almeida em janeiro 4, 2006 05:33 PM

Eu gostaria de me manter a par, ainda que estando por fora de muita "coisa", possa não ser de grande ajuda... Mas estou "por aqui". Podendo ajudar contem comigo.

Publicado por: Raquel V. em janeiro 4, 2006 08:54 PM

Queria dizer varias coisas:
1º Como pensam resolver a situação do pais, só meia duzia de pessoas não têm força nenhuma (se ainda fossem donos dos média ainda vá lá)
2º E que pensam fazer? Sem € não se consegue nada e acho que ninguém está disposto a financiar a causa, pois já nem para a familia dá quando + para o resto
3º Revolução e contra-revoluções já não resultam

PS: desculpem o pessimismo, mas eu já não acredito q isto tenha solução, mas se encontrarem alguma podem contar comigo, pois eu tb estou FARTO desta escumalha toda que toma decisões "em nome" de todo um povo, mas para beneficio deles. Olhem agora o caso mais recente do Pina Moura e da EDP

Publicado por: NightProwler em janeiro 4, 2006 09:14 PM

Querem participar: (Lista feita hoje, 05.01.2005 às 12 horas)

Zecatelhado
Biranta
Golfinho
Afrodite
Wind
AugustoM
Sandra Feliciano
Álvaro Almeida
Raquel V.


Um abração
Zecatelhado

Publicado por: zecatelhado em janeiro 5, 2006 11:43 AM

Também estou nessa!

Publicado por: pr em janeiro 5, 2006 04:32 PM

Zeca, vais-me desculpar, mas por ora estou fora. Motivos pessoais que não posso revelar.

Desculpa.

Abraço.

Publicado por: Golfinho em janeiro 5, 2006 11:08 PM

Se bem entendi o que fui lendo, a ideia é promover a discussão em torno dos problemas mais "sui-generis" que afectam a sociedade - deveria dizer democracia? - portuguesa. Tarefa de alta monta, para a qual não me passa pela cabeça ser capaz de sintetizar e sistematizar na ligeireza de um simples comentário.

Entretanto, sempre adiantarei que reputo como uma das nossas degraças mais acabrunhantes a demissão tão generalizada no exercício da cidadania (que mais do que um chavão é um cancro real e palpável).

Promovida por um bom par de centenas de anos de processo histórico que nos incutiu uma forma anestesiada, insegura e medrosa de viver e de estar, a qual alcançou o seu apogeu nos 48 anos da "negra ditadura fascista".

Depois o forte, mas leve e fugaz, sopro de liberdade respirado no 25 de Abril mal nos deu para entrever outra forma de estar na vida, logo todo o velho esquema foi sendo recuperado pelos useiros e vezeiros vampiros da canção, que continuavam a dispor, quase inalterado, de um imenso capital humano despolitizado, desorganizado, "desvivente".

Passe alguma abordagem um tanto mais lírica da coisa, por estas e por outras é que eu reputo espaços como este, da "blogosfera", como redutos crescentes de outro viver e outro sentir e outro saber, sinais inequívocos de que a tampa já não se aguenta pasmada sobre a panela e saltará a qualquer momento.

Entretanto, é no dia a dia que cada um daqueles que não se conforma com o status vigente, seja organizada seja individualmente, deve procurar os caminhos da divergência... essa, sim, que se quer activa e não de mera declaração de princípios. E deve procurá-la com um mínimo aceitável de coerência, que abranja a plenitude da sua vida, seja familiar, seja profissional, seja nas diversas formas de lazer, para que em cada dia, em cada minuto, em cada segundo o seu exemplo procure terreno fértil onde frutifique. E vai-me dizendo a vida que a coisa funciona. Devagarinho e tal, mas funciona!

Porém, principalmente contrariando a demissão, o baixar dos braços, o desalento, os medos, que fazem de nós, colectivamente, esses seres tão lamentavelmente portugas.

Um exemplo que me ocorre (pobrezinho, como todos os exemplos isolados...)? - Como é que um tipo entre os 45 ou os 50 anos de idade pode considerar-se um afortunado e vangloriar-se disso, quando a sua entidade patronal lhe propõe uma pré-reforma e ele a aceita? E quantos de nós vivemos ou conhecemos exemplos próximos que vivem essa acomodação amodorrada, sorrindo com os nossos botões de chicos-espertos? Tenho para mim que só uma vida de conformismo pode estar na origem dessa aceitação, tão avessa à dignidade de cada um e ao interesse colectivo.

Ah, mas a maior ventura será o sair-nos a sorte grande? Então, nesse caso, está tudo bem e estmos a queixar-nos de quê?

Ficam, então, aqui estas "provocaçõezinhas", que eu vou ali e já volto.

Um grande abraço aos demais palestrantes.

Publicado por: OrCa em janeiro 6, 2006 12:14 AM

OrCa, deste um exemplo: o forçar a reforma aos 50 anos, quando ainda se tem filhos a estudar e essa reforma implica uma redução de salário insustentável.

Mas há outro (entre muitos): Uma mulher fica grávida, comete o desaforo de ir a consultas várias e fazer uma série de exames e, não contente com isso, comete a 'ousadia' de afirmar que vai usufruir da licença de parto a que tem direito, recusando a proposta/exigência de ficar em casa apenas um mês.
É sujeita a pressões várias. Recorre, e muito bem, à Comissão de Trabalhadores. E inicia-se o terrível 'mobbing'. Mas, o que dói mais, é uma pessoa sentir-se como tendo lepra. Os colegas afastam-se com medo de represálias.
Alonguei-me, desculpa, mas estou a viver este caso.

Só não digo que estamos pior que 'no antigamente', pois ainda temos Comissão de Trabalhadores....
Mas até isso acabará se nos distrairmos.

Assim, todas as formas de luta, de dizer NÃO, são de apoiar de forma militante!


Nota para o Golfinho (um blog excelente): As indicações estão todas lá, amigo, mas entrar nos 'comments' é que a gente não consegue!

Publicado por: afrodite em janeiro 6, 2006 03:10 AM

Desculpem-me os restantes comentadores, sobretudo OrCa, mas a ideia não é "promover a discussão em torno de problemas". A "convocatória" está feita sob o lema: "valorizar a abstenção" e, se condiz com uma ideia antiga pela qual me tenho batido, trata-se de divulgar essa proposta CONCRETA, junto da população; isto é: fora do espaço da NET. Isto porque "os nossos problemas" estão discutidos e rediscutidos, diagnosticados e "sentenciados", de todas as formas possíveis e imaginárias, ou seja: para todos os gostos... o que não estão é em vias de resolução.
A meu ver, as soluções existem e também existem as pessoas... Haver soluções passa por "colocar as pessoas certas nos lugares certos", condição essencial da democracia... Só se podem colocar "as pessoas certas nos lugares certos" responsabilizando os políticos e quejandos. A valoração da abstenção, para além de acabar com a actual prática, nazi, sancionada por todos os partidos, que permite as "maiorias" falsas e vigaristas, que nos têm destruído, permite atingir esse objectivo de responsabilização e avançar para "colocar as pessoas certas..."
Há uma infinidade de coisas que podem ser feitas para divulgar estas propostas fora da NET e, para iniciar esse processo, nem são precisas muitas pessoas, apenas pessoas empenhadas no mesmo objectivo.
Estou aqui a dizer isto tudo porque esta é a condição "sine qua non" da minha participação.
Para conversa fiada não estou disponível!
Mas sintam-se à vontade para fazerem o que entenderem que eu seguirei o "meu caminho" com quem estiver de acordo comigo...

Publicado por: Biranta em janeiro 6, 2006 12:06 PM

Querem participar: (Lista feita hoje, 06.01.2005 às 15 horas)

Zecatelhado
Biranta
P.R.
Afrodite
Wind
AugustoM
Sandra Feliciano
Álvaro Almeida
Raquel V.

Publicado por: zecatelhado em janeiro 6, 2006 03:09 PM

Vão participar: (Lista feita hoje, 08.01.2005 às 10 horas)


Zecatelhado
Biranta
P.R.
Afrodite
Wind
AugustoM
Sandra Feliciano
Álvaro Almeida
Raquel V.
Luís Ferreira

Publicado por: zecatelhado em janeiro 8, 2006 09:42 AM

Então está na hora de avançarmos?

Publicado por: Biranta em janeiro 13, 2006 03:00 PM

Penso que sim; No princípio da semana vou começar a fazer girar a "máquina".

Zecatelhado

Publicado por: zecatelhado em janeiro 14, 2006 10:03 AM

Apenas duas notas breves:

1. Na minha modesta opinião, acho que, do ponto da vista da convicção no regime democrático , a questão não se coloca ou, sendo colocada, só admite uma resposta: a abstenção nunca deve ser valorizada, antes combatida. A abstenção é a negação do sufrágio e do voto como ferramentas para construção de uma sociedade livre onde o poder soberano emane do povo — nós TODOS — e não de um qualquer salvador da Pátria. Saramago tem absoluta razão, no seu "Ensaio sobre a lucidez" quando nos aponta o VOTO BRANCO (não a abstenção!) como o caminho para a refundação da Democracia!…

2. Pelo que atrás disse, e também pelo momento crítico que estamos a viver, que reclama toda a mobilização dos eleitores, acho esta discussão terrivelmente inoportuna, ainda para mais quando, na eleição presidencial, mesmo os votos brancos não contam absolutamente para nada!
O momento é, por todas as razões, de votar num candidato, por convicção ou, mais que não seja, por "utilidade": quem acredita na Direita dos interesses tem a tarefa "facilitada", só tem um candidato; quem acredita na Esquerda da solidariedade e da justiça social tem cinco opções e o voto em qualquer uma delas conta (digo eu que vou votar Manuel Alegre!). À segunda volta — se houver (eu acredito que haja) — contaremos as espingardas e realinhar-nos-emos (ou, se quiserem, engoliremos os sapos que forem precisos para o adversário não ganhar). Na política há Esquerda e Direita (sempre haverá!). O que não deve haver, como no futebel, é clubismo (=partidarismo).

Um grande abraço.

Maio

PS — Desculpa a extensão das notas que afinal não foram tão breves!

Publicado por: Maio em janeiro 16, 2006 04:29 PM

Amigo Maio, respeito a tua opinião, embora vá para aí um punhado de confusões.

Um abração do
Zecatelhado

Publicado por: zecatelhado em janeiro 16, 2006 04:55 PM

Amigo Maio!
Opiniões, cada um tem direito a ter a sua. Cada opinião, de cada cidadãos, tem as suas motivações particulares, as mais das vezes, cimentadas nas experiêencias respectivas. Mas você acha-se no direito de achar que as suas opinmiões e opções são boas e as dos outros não. As esxperiências e opções dos outros "devem ser combatidas", porque não são iguais às suas...
Se toda a gente tem direito a ter opinião e a optar, em conformidade, porque é que a sua opinião e opções devem ser elegidas como boas, pelos outros? Porque é que as suas motivações é que são boas e as dos outros não? O que é que lhe dá a si o direito de "tutelar" as opções alheias? De avaliar e classificar (ou combater) as atitudes que foram sendo "impostas" a uma boa parte da população, por ausência de opções válidas, confiáveis? Que Presunção a sua dar lições e "conselhos" a tanta gente!
É que, não sei se já reparou, estamos a falar da "opção" largamente maioritária na nossa sociedade (quando se fala de abstenção, é claro), não de percentagens residuais de eleitores...
Eu já expliquei, diversas vezes, os comos e os porquês de estar em completo desacordo com cada um dos seus argumentos. Não vou me repetir, aqui, até porque nunca mais acabava...
Mas considero a sua atitude de "ditador", anti-democrática. Se você não concorda connosco, está no seu direito. Não participe! Agora achar que pode "ensinar-nos" "princípios", tenha dó! Cuide você de aprender os princípios essenciais da democracia, como seja o de respeitar os outros, QUAISQUER QUE SEJAM AS SUAS OPÇÕES. Aqui dispensão-se as lições de quem não sabe respeitar a essência da democracia.
Pela minha parte, luto ela valoração da abstenção e lujtarei, contra todos os demagogos e presunçosos... até que a voz me doa. Que é como quem diz, luterei até à vitória final. Baixar os braços a esta bandalheira e a todos estes abusos é que não.

Publicado por: Biranta em janeiro 18, 2006 01:40 PM

Todos nós, humanos, temos um pequeno ditadorzinho bem lá no imo.
Enfim!...
Estou a gostar do que leio.
Vim aqui parar através do desafio lançado na página de Manuela Magno. No pouco tempo que me resta (trabalho, família, etc) gostaria de participar. Mais que não seja, para ver se o prato da balança que pende para a minha demissão da função de cidadão não bate com o cú no chão (ena, até rimou...juro que não foi de propósito!).
Interessante a opinião do Maio...
Uma questão: e os que não são nem de Esquerda nem de Direita (acredita que existem?), votam em quem?
E a do Biranta também:
"Opiniões, cada um tem direito a ter a sua." "(...)As experiências e opções dos outros "devem ser combatidas", porque não são iguais às suas..."(...)lutarei, contra todos os demagogos e presunçosos..."
Uma questão: os demagogos e os presunçosos, não têm eles também, direito a ter opinião?
Não sei...digo eu...
Zeca: Dentro da minha disponibilidade horária e geográfica, gostaria de participar Ponto Final

Publicado por: Periscópio em janeiro 18, 2006 09:10 PM

Querem participar: (Lista feita hoje, 23.01.2006 às 10 horas)

Zecatelhado
Biranta
P.R.
Afrodite
Wind
AugustoM
Sandra Feliciano
Álvaro Almeida
Raquel V.
Luís Ferreira
Periscópio

Publicado por: zecatelhado em janeiro 23, 2006 10:54 AM

Valorizar a abstenção: ora vamo'lá...números.
Marujada inscrita:
8.835.237 (inscritos)
Marujada na balda, na sorna, enfim com falta à formatura:
3.303.972 (abstenção)
Marujada que não sabe o que anda aqui a fazer:
58.901 (brancos)
Marujos chico-espertos, tipo desenhar manguitos nas anteparas da cabine de voto, dedicatórias à sua amada no boletim de voto, etc:
43.427 (nulos)

Épá...3 milhões e 300 mil, é muita marujo a querer abandonar o navio, ó chefe...
Expliquem-me lá como se eu fosse muito burro:
Estes 3,3 milhões de baldas não devem ser valorizados? Devem ser combatidos? Porquê? Cada um deles não tem direito a ter a sua opinião? Cada um deles não tem direito a abster-se face à inexistência de nomes de pessoas competentes, pesssoas com ideias (oi! das boas, não das outras) e visão pombalina, alternativas credíveis no boletim de voto?
Caro Maio, quando fala da coisa "abstenção", está a falar de 3,3 milhões de pessoas. 3,3 milhões de cabeças pensantes. Bom, reconheço que algumas não regulam lá muito bem, mas prontos... a minha por exemplo...
Saramago deve ter comido cogumelos estragados no dia em que escreveu no seu ensaio sobre a lucidez que o voto em branco é que está a dar para a refundação da democracia.
Então cabe na cabeça de alguém sair de casa para ir à urna depositar um pedaçito de papel em branco ainda por cima quando se suspeita que esse voto em branco vai dar mais uns eurukos para alguém?
Ó chefe, quando vou à casa-de-banho "enviar um fax" e de repente desaparece a vontade por falta de "tinta" (afinal eram apenas gases), não pego num pedaço de papel higiénico limpo e jogo para a sanita só porque lá estive. Mais depressa escrevo na parede um daqueles dizeres que todos lemos enquanto nos esforçamos, tipo: neste lugar solitário, onde a vaidade se acaba, todo o cobarde faz força, todo o valente se...
adiante!

Não sei...digo eu...

Ora venha de lá um tirinho

Vou para águas profundas...

Publicado por: Periscópio em janeiro 28, 2006 05:18 PM

hehehe amigo Biranta não me leve a mal mas o seu comentário fez-me lembrar aquela história do comandante de um navio de guerra ao avistar uma luz em rota de colisão com o seu navio. Vai daí pega no rádio e diz:
Comandante - Daqui fala o comandante Silva da fragata XPTO. Altere o seu rumo 10 graus para bombordo.
Do outro lado - Daqui fala o Meireles. Altere você o seu rumo 10 graus para estibordo.
Comandante - Eu sou um Almirante e comando um navio de guerra! Altere o seu rumo 10 graus para bombordo imediatamente!
Meireles - Eu sou faroleiro e tomo conta deste farol... altere o seu rumo 10 graus para estibordo... se quiser...

Publicado por: Periscópio em janeiro 28, 2006 05:34 PM

Tá bem Periscópio. Entendi! Daqui, do farol, não há como alterar a rota... Porque "a gente" estamos a defender o nosso terreno, os nossos direitos que têm sido usurpados, o que é nosso e só nosso, sem pretender "colidir" com as rotas de ninguém, ou usurpar representatividade alheia, como tem sido feito connosco.
Não sei se era bem isso que pretendeu dizer... Mas é só para que perceba duas coisas:
- Primeiro a "natureza" da nossa firmeza (estamos a defender o que é nosso, contra a prepotência alheia);
- Segundo, neste tipo de coisas, cada um interpreta "a moral da história" conforme o seu ponto de vista... eu não sou diferente, nem quero ser... Porque, quem não defende os seus direitos, o que é seu... lixa-se, para sempre!

Publicado por: Biranta em janeiro 30, 2006 02:20 PM

Vamos lá então fazer o ponto da situação e pôr a "correspondência" em dia.

Vim eu aqui, de forma bem intencionada e sem ofender quem quer que fosse, dizer o que penso da abstenção — não sou (ninguém é) detentor da verdade — e, apenas porque defendi a OPINIÃO de que "a abstenção nunca deve ser valorizada, antes combatida" (no plano das ideias, bem entendido…), "caíram-me todos em cima", de forma tão democrática e tolerante que até de "ditador" fui apodado!!!

Começando pelo Zeca, até pelo apreço que lhe tenho, desiludiu-me a forma superficial e peremptória como arrumou a questão, limitando-se a dizer "respeito a tua opinião, embora vá para aí um punhado de confusões.", não apontando, no entanto, uma que fosse!

Já o caro Biranta resolveu reinventar o meu texto e afirmar que "eu me acho no direito de achar que as minhas opiniões e opções são boas e as dos outros não" e que "as experiências e opções dos outros "devem ser combatidas", porque não são iguais às minhas". E continuou a sua fantasiosa lição de democraticidade acusando-me de pretender "tutelar", "avaliar", "classificar" "as atitudes (…) de boa parte da população" e ter a "presunção" de "dar lições e "conselhos" a tanta gente"!
Obviamente que quem se der à maçada de ler o que escrevi, nada disto lá encontrará, seja de forma expressa ou subliminar. Só um espírito fundamentalista e intolerante, incapaz de admitir o contraditório, poderia ter visto no meu comentário todos estes falsos juízos de intenção.
Mas, para que o chorrilho de insultos — porque de insultos se trata — ficasse realmente completo, ainda haveria de me acusar de ter uma atitude de "ditador", anti-democrática". Tudo isto, devo relembrá-lo, apenas porque tive a "ousadia" de manifestar o meu desacordo relativamente à abstenção. E vai daí, o veredicto final de Biranta é simples: se não estou de acordo, não participo. ABSTENHO-ME, então. É essa a sua “essência da democracia”. Percebi! Eu a pensar que vinha para aqui dar "lições" e afinal estou sempre a aprender…

E por fim o Periscópio. Você é um tipo com piada — embora, por vezes, de gosto duvidoso, como quando comparou o votar com o “cagar” — mas tenho de reconhecer que discute de forma tolerante.
Começaria por dizer-lhe que, em política, não acredito na existência de “centro”. Há Esquerda e Direita, e dentro de cada uma, diversas posições, umas mais radicais, outras mais moderadas/centristas. Por isso, não entendo nem concebo que uma pessoa, politicamente esclarecida, diga que não é de Esquerda nem de Direita. No entanto, ainda assim, tem todo o direito de ser do “centro” (?) ou de coisa nenhuma e, em vez de preocupar-se com a “respublica”, preferir ir à caça, à pesca, ou à serra…
Meu caro, quando invoca o significativo número de “3,3 milhões de cabeças pensantes” para justificar a “bondade” e justeza da abstenção, lembro-lhe que não passa de um número preocupante, nunca um argumento que defenda a correcção dessa posição. Por esse prisma, ainda me havia de dizer que a maioria dos portugueses ou dos alemães que apoiaram a ascensão de Salazar ou de Hitler ao poder estavam certos!…
Você pode “não ir à bola com Saramago” mas a forma como discordou dele é, no mínimo, tão… confrangedora! Veja bem, Saramago, limitou-se a escrever um romance seguindo os conceitos do grande politólogo e especialista de Direito Constitucional, já falecido, Maurice Duverger, que sinteticamente se resumem a isto: a) a essência da democracia é o voto que, sendo um direito, é também um dever, na medida em que quem abdica desse direito (abstenção), mais do que desistir da escolha dos seus representantes, está objectivamente a manifestar o seu desencantamento com a democracia e o sufrágio universal e a abrir caminho para métodos não democráticos;
b) quem acredita na democracia — apesar de Saramago chamar a atenção para o facto de vivermos cada vez mais numa plutocracia em que o voto dos cidadãos conta cada vez menos em comparação com o “voto” dos capitalistas — não deve abdicar do voto (a arma do povo), mesmo que, no limite, não confie em nenhum dos candidatos. Obviamente, é aí que entra a “revolução” do voto branco, cujo significado é muito claro: sim à Democracia, não à classe política que se nos apresenta!

E pronto!
Uma vez que as minhas posições parecem causar algum mal-estar a alguns elementos que aqui debitam, considero encerrada a minha participação neste fórum, esperando não ter ofendido ninguém e pedindo desculpa pela extensão do comentário.

Cordialmente (com um abraço para o Zeca)
Maio

Publicado por: Maio em janeiro 30, 2006 03:31 PM

CARO AMIGO " MAIO " ENCERRA A SUA PARTICIPAÇÃO NESTE FORUM ? SÓ PORQUE TODOS LHE CAIRAM EM CIMA ? DÊ AS SUAS OPINIÕES E RECEBA AS OPINIÕES DOS OUTROS....SIMPLESMENTE.
EU É A PRIMEIRA VEZ QUE ENTRO NESTE FORUM, SOU PELA ABSTENÇÃO . ENQUANTO A DISCUSSÃO FOR MINIMAMENTE CIVILIZADA, NÃO DESISTO.
NA MINHA FAMILIA E AMIGOS ORA ME ACUSAM DE EXTREMA-ESQUERDA ORA DE EXTREMA-DIREITA, E SABE PORQUÊ ? PORQUE NÃO TENHO A CABEÇA FEITA NEM POR COMENTADORES NEM POR PROPAGANDAS....PENSO PELA MINHA CABEÇA E OLHO Á MINHA VOLTA E DECIDO.
DITADOR,EXTREMA ETC ETC SÃO TUDO ROTULOS QUE NADA IDENTIFICAM, AS PALAVRAS ESTÃO GASTAS.
VOTOS CAPITALISTAS? SÃO ASSIM TANTOS ? E OS 80% DOS ILETRADOS PORTUGUESES? NÃO SÃO ESSES QUE VOTAM ?
CARO AMIGO, DESDE JÁ LHE PEÇO DESCULPA POR ME INTROMETER NO SEU COMENTARIO, MAS CUSTA-ME VER ALGUEM COM UMA IDEIA E DESISTIR "POR TODOS LHE CAIREM EM CIMA"
CARO AMIGO ZECA, conte comigo, porque nem que todos me caiam em cima, não cairei, se houver alguem com inteligencia suficiente para me fazer mudar as minhas ideias......

UM ABRAÇO

Publicado por: FERREIRA em janeiro 30, 2006 06:13 PM

Ó chefe per'lá aí...onde é que você vai?
Em primeiro lugar não lhe caí em cima nem faço intenção disso (se a Maria desconfia, quem me cai em cima é ela!).
Em segundo lugar, tem razão; um tirinho aqui na alheta de bombordo deste submarino: de mau gosto a comparação...mas riu-se ou não? isso é que interessa... humor acima de tudo.
Agora em relação a mal-estar, não... nem por isso. Muito menos ofendido, antes pelo contrário: honrado por alguém ter respondido a um comentário meu.
Acho que terá sido esta a intenção do repto do Zecatelhado: lançar a discussão sobre a valorização (ou não) da abstenção.
Por isso, fax'avôr de não sair da formatura!
Antes de continuar, alguns esclarecimentos sobre a minha pessoa:
Sou um maçarico nestas coisas da blogosfera; a primeira vez que "botei" opinião foi no blog de Manuela Magno.
Sou um iletrado de acordo com o convencionado pela sociedade em que vivemos: tenho o 9º incompleto. Sorna dirá o Maio; razão lhe darei eu.
Assim sendo, colaboro como posso nesta demanda do Zeca e de nós todos. Não posso nem consigo ser mais erudito que isto.
Aquela Machado de Castro deu cabo de mim. Ora era do MRPP, ora da JC, ora do CDS, ora do PPD, ora de coisa nenhuma!...
Sim caro Maio, essencialmente fui de esquerda. Maoista, marxista, leninista. Fui pioneiro do MRPP. Assaltei o palácio duma marquesa qualquer ali no Torel e fui co-fundador do Infantário Popular Ribeiro dos Santos. Ah aqueles tempos...bons tempos. Nessa altura empinei (melhor: fizeram-me empinar) Marx, Engels, Lenine, Mao e Bakunine. Ah Bakunine...ganda maluco este gajo. Então não é que este homem em 1868 já defendia a organização dos operários, livre de partidos políticos?
Não caro Maio, não sou anarca embora simpatize com a sua filosofia. Apenas não concordo com o seu (Bakunine) conceito de liberdade. Ausência de individualismo.
Por isso, vai-me desculpar na insistência: existem pessoas que não são nem de esquerda, direita ou centro. 20 anos de tropa alhearam-me desse conceito.
Para acabar (por agora, senão a Maria dá-me no toutiço), diga-me lá sinceramente: 3,3 milhões de votos em branco ou 3,3 milhões de ausências nas urnas não vai dar ao mesmo? Não são 3,3 milhões de desiludidos, de desmotivados, de incorfomados?
Para o motivar a vir cá dar mais um tirinho, lembro-lhe o que disse o mestre Agostinho da Silva:
"São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem."
Cordiais abraços para si e restante marujada

Publicado por: Periscópio em janeiro 30, 2006 08:34 PM

A Maria deu-me mais uns minutinhos...vá lá!
Ó amigo Biranta...prontos homem! eu desvio o farol. Caramba, eu no fundo no fundo, até estou de acordo consigo. Apenas não concordo com a forma como você critica as opiniões dos outros. Mas posso discordar não?
Estamos aqui para debater não para degladiar.
Você tocou no ponto exacto: Não entrar em rota de colisão.
Na imensidão do mar, dois navios em rota de colisão acabam por bater e afundar se não concedem espaço um ao outro para navegar. E ele há tanto mar... Na imensidão do debate acontece o mesmo. Cada opinião deve conceder espaço à outra para que navegue sem sobressaltos nesse mar imenso que é o pensamento. Respeitando os farois, claro hehehe.
Está a tocar pró rancho. Boa noite a todos.

Publicado por: Periscópio em janeiro 30, 2006 09:53 PM

Humm... Silêncio ensurdecedor, preocupante.

Publicado por: Periscópio em janeiro 31, 2006 11:13 PM

Primeiro para o "Maio"!
Um dos piores flagelos da sociedade e da democracia são as pessoas convencidas, donas da verdade, que têm o exclusivo da clarividência!
Engraçado que você repete todas os disparates e cretinices que disse antes, insulta todos os que não optam como você, assim do estilo: "Quem não está comigo está contra mim" (que é uma atitude muito democrática e digna, claro), volta a arvorar-se o direito de insultar tudo e todos, de rotular atitudes, de determinar consequências das opções alheias, como se VOCÊ FOSSE DONO ABSOLUTO DA VERDADE E DO CONHECIMENTO!
Não, não é só você que é dono da verdade; são também aqueles, tão estúpidos e primários como você, que lhe "fazem a cabeça" e já decidiram, para todo o sempre os limites do comportamento e opções das pessoas... senão... Pois fique sabendo que, para mim, os perigos de que voc>ê fala, para além de falácias, construidas de encomenda, são conclusões próprias de gente tacanha e covarde! O problema é que já há tanta gente desesperada que nem esses argumentos pegam, porque já não há nada a perder; já tudo se perdeu nas mãos dos bandidos dos políticos
As pessoas que não votam também têm inteligência, sabia? Também sabem pensar e avaliar as consequências dos seus actos. Assim o fizessem você e os seus "representantes" que o Mundo seria bem melhor!
Deixe-me que lhe diga que o primarismo, vesgo, da sua análise, é uma arma de coacção psicológica, de terrorismo intelectual e social que tem sido muito usada, entre nós, e que tem produzido aquilo a que alguns chamam: "O Medo de existir"! Tem sido com esse tipo de tácticas que as diferentes máfias tenebrosas que dominam os partidos (TODOS os partidos), os governantes e a política, se têm apropriado da nossa democracia e destruido o País, como se pode verificar pela amostra junta... Essa tem sido, afinal, a "estratégia" de todos os partidos que, em vez de procurarem merecer a confiança e os votos dos cidadãos, optam pelo terrorismo psicológico para manterem os seus privilégios, sem esforço, sem os merecerem.
Cresça homem! Ou não cresça, vá para o diabo que o carregue mais a sua cretinice (que ainda por cima pretende impor aos outros) e a sua ignorância... Depois ainda pretende, demagogicamente, "comover" os outros, com as suas "boas intenções". De boas intenções está o inferno cheio, como também está cheio este inferno em que os políticos transformaram a nossa vida colectiva.
E mais: queixa-se da sinceridade das opiniões alheias, acerca dos seus insultos e tentativas, demagógicas e falaciosas, de condicionar o exercício da liberdade de expressão e opinião alheias... No entanto, quando se luta pela valorização da abstenção, está-se a defender os nossos próprios direitos e opiniões, sem interferir nos direitos alheios, dos que votam, por exemplo. Não adianta tentar explicar o quanto isso é importante para a democracia e para a resolução dos problemas do País. Você não iria perceber... Mas se você vem aqui, defender a atitude NAZI, de eliminar da listas dos cidadãos com direitos todos os abstencionistas (e são muitos), se você acha que a abstenção deve ser COMBATIDA, quando deve é ser COMPREENDIDA e RESPEITADA, se você agride os direitos alheios e insulta os outros, tentando dar lições, (dispensam-se lições de gente assim) devia "estar preparado" para tudo, na resposta!
Ou você acha-se no direito de andar por aí à estalada a toda a gente e pensa que, algum dia, não leva um valente murro?
Quer dizer: para além de primário e demagogo, falacioso e faccioso, ainda por cima é "ingénuo" e parvo!
Acho bem que tenha terminado a sua "participação", aqui, porque "quem não se quer molhar não deve andar á chuva". Agora se isso era para "ter a última palavra" desiluda-se. Pela parte que me toca, quando comecei estra luta já sabia o que vinha por aí. Conheço bem todo o tipo de "disfarces" e estratagemas a que deitam mão os chulos que se têm apropriado do País e o têm destruído. Não se safa você nem outros "cavalos de troia". Aqui toda a gente pode dizer o que quiser... desde que estejam preparados para ouvir as respectivas e justificadas respostas. Essa estratégia é, em regra, "chular" o civismo alheio, apelar às prerrogativas democráticas, apesar da falta de civismo e ausência de democracia. Comigo não!
Você opta como quiser, que eu não quero saber, não me interessa e tenho raiva a quem sabe. Agora quando se arvorar em dono das opções alheias, ou em "entidade competente" para "estigmatizar" as opções alheias, com a finalidade de justificar actos NAZIS, comigo tem troco. Isso eu posso garantir!
Caro Periscópio!
Perceba que você também não é dono da verdade, nem está em condições de me dar lições ou inibir. E eu, por acaso, até pugno pelo civismo: desde que ninguém se exceda e use de igual civismo, comigo está tudo bem! Reparem que o meu primeiro comentário foi: "Eu, como é óbvio, tou nessa!" Não insultei ninguém, não me queixei de ninguém, não atribui culpas a nenhuma opção, nem disse, como já ouvi a várias pessoas, que: "A culpa é dos que votam! Se ninguém votasse esses bandidos (os politicos) não se safavam"!
Agora alguém esperar que cale a indignação, quando há outros que se arvoram em donos de tudo até da consciência e opções alheias, é que não! Vocês parecem as "testemunhs de Jeová", em matéria de manipulação das mentalidades alheias; comigo não! Eu estou a defender o "meu território" e os meus direitos, o direito de optar como me parece digno e manter os meus direitos de cidadania (opção que, por acaso, é muito popular, tem muitos adeptos). Nesta luta, cada um participa, ou não, como quiser. MAS EU tenho o mesmo direito: como eu penso e não como os outros acham que devo pensar ou agir...
Cada um transige no que quiser e como quiser. Eu digo sempre o que penso. E ponto.
Até porque quem não defender, com firmeza, os seus direitos, depressa se verá desapossado deles!

Publicado por: Biranta em fevereiro 1, 2006 02:21 PM

Não ha Post do " BIRANTA" que eu não leia e reflita, e por "milagre" e só após REFLEXÃO, estou quase sempre de total acordo.
Neste ultimo Post só não concordo com " acho bem que tenha terminado a sua participação" ( ao Maio) COMO ? São precisamente a estes DONOS DA VERDADE que se tem de demonstrar na ignorancia em que vivem, senão nunca vão perceber porque é que vieram ao Mundo e mais dia menos dia têm uma crise de Identidade, e reparam que nunca tiveram uma ideia que não fosse de outrem.
Eles ( OS DONOS DA VERDADE) têm as cabeças moldadas pelos nossos ilustres comentadores bem como pelas nossas TVs ou pelos demagogos que nos roubam diariamente.
UM GRANDE ABRAÇO A QUEM MUITO ADMIRO

Publicado por: FERREIRA em fevereiro 1, 2006 07:31 PM

Epá, isto está "azedo", calma aí malta, eh,eh,eh!
Amigo Maio, estás no teu pleno direito de discordar. Amiga Biranta, calma. Não sei se será assim que se fará poder ver ao Maio que as suas ideias estão correctas.
Estou a tratar de arranjar um local calmo(convém, eh,eh,eh!) para discutirmos isto em conjunto e face a face.

Um @bração do
Zecatelhado

Publicado por: zecatelhado em fevereiro 2, 2006 01:54 AM

Não sabia que Biranta é uma senhora. Aqui fica o meu pedido de desculpas pelo tratamento que lhe dei nos comentários anteriores.
Então e os outros inscritos? Não botam opinião aqui? Andam na balda esses marujos?
Cordiais cumprimentos

Publicado por: Periscópio em fevereiro 2, 2006 08:32 PM

Zeca e Ferreira. Agradeço o "conselho", mas. pela parte que me toca, como eu dispenso "argumentos" da treta para "me fazer ver" coisas que eu não consigo nem quero ver, acho que os outros têm os mesmos direitos, em relação a mim, incluindo o Maio.
Já disse e repito: Estou-me nas tintas para a forma como o Maio pensa ou deixa de pensar e também para a opinião que ele tem acerca da forma como eu penso... E não pretendo convencer ninguém!
A questão, aqui, é outra, pelo menos pela parte que me toca: os direitos do Maio estão garantidos (e até sobrevalorizados), visto que ele vota e, pelos vistos, tem representantes no Parlamento, pessoas que ajudou a eleger. Tudo bem!
Mas eu e os restantes abstencionistas somos segregados, usurpados dos nossos direitos (e competências) democráticas, apenas porque estamos contra a forma de actuar dos políticos e o facto de terem dado cabo do país e da democracia e continuarem a dar. Portanto, o que se impõe é lutar pela democracia, pela honestidade e idoneidade do sistema eleitoral, de modo a inverter esta situação em que as infâmias dos políticos até são recompensadas. Isso tem de acabar, a bem do nosso futuro.
O que acontece agora é que os políticos cometem e deixam cometer toda a espécie de patifarias, as pessoas recusam-se a votar neles, mas a recompensa, o seu tacho, continuam garantidos, eternamente. Não passa duma forma de recompensar a perfídia. Mas isto é, apenas, a minha opiniãp... que, em todo o caso, vivendo nós em democracia, tenho o direito de ver amplamente divulgada e discutida publicamente, de modo a que as pessoas (sobretudo os abstencionistas) ganhem consciência dessa realidade e das implicações e necessidade de verem os seus direitos salvaguardados e respeitados (e não usurpados, como até agora).
As propostas para atingir esse objectivo, as que eu já elaborei e outras que existam ou possam aparecer, também devem ser discutidas publicamente e decididas por TODOS os eleitores, porque assim é que é democracia e se criam as condições para resolver os nossos problemas e acabar com a abstenção (pelo menos com os valores tão elevados como os actuais).
Portanto o Maio (ou outro qualquer), pode manter a sua opinião, e opções, desde que não pretenda dar lições aos outros ou estigmatizar os outros, ou "combater" os outros, ou obrigar (ou convencer) os outros a optarem como ele... Como ele também pode muito bem "dispensar" as minhas sugestões, ou ideias, ou opções. Os abstencionistas bastam para levar esta luta por diante. Para isso é necessário que estas propostas e "reivindicações" sejam amplamente divulgadas. É isso que me interessa. Isso é uma tarefa simples e não necessita de "unanimidades"; bastam os que concordam, os que estão de acordo... desde que saibam persistir!
Além disso, o que o Maio diz é repetido por muitas outras pessoas, algumas com muito mais responsabilidades e faz parte dum conjunto "ideológico" de "conceitos" muito difundidos entre nós e a sempre repetidos, se não abertamente, pelo menos em "mensagens subliminares", em todos os grandees meios de comunicação, a toda a hora. Conceitos que têm impedido a resolução dos nossos problemas porque cada um deve "achar", que "a culpa" é SEMPRE "dos outros".
Enquanto compactuarmos com esses "conceitos" que são repetidos muitas vezes ao dia e que se entranham na cabeça das pessoas, seremos nós que não conseguiremos "ir a lado nenhum".
Vocês desculpem-me mas temos que perceber que "este caminho" está todo "minado". Se assim não fosse já teria "sido percorrido" há muito tempo. Não contem com contemporizações da minha parte, porque, nesta situação, contemporizar e ceder e, a longo prazo, desistir...
Um abraço a todos!

Publicado por: Biranta em fevereiro 3, 2006 04:53 PM

Periscópio! Espero que não passe a haver descriminações sejam de que tipo forem...

Publicado por: Biranta em fevereiro 3, 2006 05:00 PM

Biranta
A minha educação obriga-me a fazer o reparo. Nada mais. De resto, venham de lá uns tirinhos hehe!

Publicado por: Periscópio em fevereiro 3, 2006 09:36 PM

Há TRINTA E DOIS ANOS que hà ELEIÇÕES. Votei uma vez...CHEGOU.Quanto á minha parte estamos conversados.... ABSTENÇÃO (JÁ)
Mas entendo que é precisamente áqueles que votam sem saber no QUÊ, ou porque lhes dizem para votar naquele quadradinho, que temos OBRIGAÇÃO de demonstrar que um PRESIDENTE ELEITO por apenas 29% É UM PRESIDENTE ILEGAL.
Temos a OBRIGAÇÃO de demonstrar que a maioria dos PRIMEIROS DAS LISTAS normalmente passam (DEPOIS DAS ELEIÇÕES) para SEGUNDOS..É VIGARICE.
Temos a OBRIGAÇÃO de demonstrar que um cidadão de OURIQUE por que raio é o eleito no PORTO.
Temos a OBRIGAÇÃO de demonstrar que de TRINTA POR CENTO DOS VOTOS, conseguem fazer uma MAIORIA ABSOLUTA.
Temos a OBRIGAÇÃO de demonstrar como é que é possivel 500.000 MORTOS VOTAREM.
Se POR UM VOTO SE GANHA E POR UM VOTO SE PERDE...
Temos a OBRIGAÇÃO de demonstrar porque é que nas eleições milhares de autocarros estão ALUGADOS para irem buscar os tais 80% dos ILETRADOS para o voto
Temos OBRIGAÇÃO de demonstrar por que raio são sempre as mesmas caras que aparecem ora em 1º, 2º ou 3º a REPRESENTAR O POVO. Como é que se faz esta troca?
Temos OBRIGAÇÃO de demonstrar porque é que existe UM GOVERNO e mais de 400 INSTITUTOS
Temos a OBRIGAÇÃO de demonstrar porque é que os DIRECTORES GERAIS, PRESIDENTES DE EMPRESAS PUBLICAS, normalmente são aqueles desempregados da POLITICA
Temos a OBRIGAÇÃO de demonstrar porque é que não há UM UNICO DESTES SENHORES NA PRISÃO.
Temos a OBRIGAÇÃO..........

UM ABRAÇO e BOM FIM DE SEMANA

Publicado por: FERREIRA em fevereiro 3, 2006 09:50 PM

GRANDE FERREIRA!
Belíssimo intróito para a discussão cara a cara que vamos ter todos.
Estou a tratar disso.

Um @bração
Zecatelhado

Publicado por: zecatelhado em fevereiro 4, 2006 12:21 AM

Balanço definitivo da minha passagem neste fórum, que julgava suficientemente aberto, plural e capaz de aceitar o direito ao contraditório, sem constrangimentos nem ofensas impróprias de pessoas educadas e bem formadas.


Em Janeiro 16, 2006 04:29 PM, em "duas notas breves", comecei por aqui manifestar a "minha modesta opinião" sobre a abstenção, tendo defendido que a mesma "nunca deve ser valorizada, antes combatida". Obviamente um "combate" de ideias, pelo verbo, mas sempre no respeito pela pessoa e a opinião de cada um. Foi assim que aduzi os meus argumentos, com frontalidade e convicção, mas sem pretender dar qualquer "lição" e muito menos recorrer ao insulto ou à provocação, como de resto se pode comprovar pela leitura serena do que escrevi.
Em Janeiro 16, 2006 04:55 PM, Zecatelhado, respondia-me laconicamente "respeito a tua opinião, embora vá para aí um punhado de confusões." No entanto, por razões que só ele poderia explicar (mas nunca explicou) jamais se dignou a apontar uma que fosse das minhas alegadas "confusões". Dizer que os outros estão confusos ou errados e não nos dignarmos explicar-lhes porquê soa a manifestação de superioridade intelectual. Mesmo admitindo que não foi essa a intenção, não posso deixar de estar em desacordo com esse procedimento.
Seguiu-se depois em Janeiro 18, 2006 01:40 PM, a primeira diatribe de Biranta onde, de forma muito "tolerante" e "pluralista" me "mimoseou" de forma "elogiosa" e "simpática" dando-me mesmo este "conselho" enternecedoramente "democrático": "Se você não concorda connosco, está no seu direito. Não participe!".
Após alguns dias de descanso de tantas emoções, em Janeiro 30, 2006 03:31 PM, vim aqui, pensava eu pela última vez, fazer uma última tentativa, para clarificar o melhor possível e de vez a minha posição sobre a matéria, "lavar a honra" e encerrar a minha participação num fórum onde, desde o primeiro momento, por defender um ponto de vista completamente diferente, pressenti que era "persona non grata" (pelo menos para alguns). Fi-lo, uma vez mais, sem recorrer à menor falta de respeito por quem quer que fosse, como mais um vez se pode comprovar no que escrevi, e aproveitei até para reconhecer a forma bem humorada como o Periscópio abordou o assunto. E julguei eu que, pela minha parte, tudo teria ficado definitivamente encerrado. Mas não!
Zeca, em Fevereiro 2, 2006 01:54 AM, apesar de ideologicamente estar do lado de Biranta, tentou apaziguar os ânimos, mas fê-lo tarde demais e da pior forma ao escrever "Amiga Biranta, calma. Não sei se será assim que se fará poder ver ao Maio que as suas ideias estão correctas." (Zeca, meu amigo, reconheço-te todo o direito de achares a que as tuas ideias estão correctas mas, por favor, dá-me também o direito de pensar que não estou errado!). E eu é que sou presunçoso?
Enquanto isso, já Biranta, de forma exemplarmente "respeitosa" e "democrática", me tinha "atiçado os cães", em Fevereiro 1, 2006 02:21 PM (voltando a dedicar-me mais alguns mimos, apesar dos "apelos" do Zeca e do Ferreira, em Fevereiro 3, 2006 04:53 PM).
Uma breve análise de conteúdo desses seus dois libelos mostra bem o "ódio de estimação" que a senhora é capaz de alimentar contra quem ousa simplesmente pensar e opinar de maneira diferente da sua. Apenas alguns exemplos mais eloquentes:
— "a sua atitude de "ditador", anti-democrática"
— "pessoas convencidas, donas da verdade"
— "você repete todas os disparates e cretinices que disse antes"
— "DONO ABSOLUTO DA VERDADE E DO CONHECIMENTO"
— "estúpidos e primários como você"
— "gente tacanha e covarde"
— "primarismo, vesgo, da sua análise"
— "terrorismo intelectual"
— "vá para o diabo que o carregue mais a sua cretinice"
— "e a sua ignorância"
— "Você não iria perceber"
— "vem aqui, defender a atitude NAZI"
— "para além de primário e demagogo, falacioso e faccioso, ainda por cima é "ingénuo" e parvo!"
— "Acho bem que tenha terminado a sua "participação", aqui,"
— "argumentos" da treta"
Sinceramente, tenho lido muita coisa mas acho que nunca vi um texto com tanta afronta e injúria por linha! Depois de lê-lo, mais do que ofendido senti-me… cansado!

Por isso, Caro Zeca, só me resta dizer-lhe que, por mim, não se preocupe em "tratar de arranjar um local calmo(…) para discutirmos isto em conjunto e face a face. Pela minha parte, a discussão acabou aqui e agora. É que não me insulta quem quer, mas apenas quem eu quero!

Felicidades para a vossa causa!
Maio

Publicado por: Maio em fevereiro 4, 2006 04:33 AM

Oh Maio!
Quem começou as "ofensas" foi você, não o esqueça. Eu limitei-me a reagir. A intolerância é sua e só sua. Para além de a situação ter sido criada pelo seu auto convencimento de que "pode e deve", em "combate" de ideias, pelo verbo, convencer os outros, sobrepor as suas avaliações e opiniões às dos outros que, coitadinhos, não sabem pensar nem optar, nem sabe o que lhes convém.
Foi você que não percebeu nada do que se está aqui a passar. Estas "pessoas" que você pretende combater (pelas ideias) já têm problemas e dificuldades demais em se fazerem ouvir e respeitar. Além disso, estão a lutar pelo que lhes pertence, pelos seus direitos, reconhecidos, teoricamente, pelas mais básicas regras de qualquer democracia que se preze; mas que são ignorados e violados, na prática destes sistemas que, de democráticos, só têm o rótulo, comportando-se como NAZIS.
Se você não pode nem quer ajudar, o mínimo que a democracia lhe exige é que respeite os outros e os respectivos direitos, em vez de se arvorar em "avaliador" e valorador das opções alheias.
Claro que essas suas opiniões não são novas nem genuínas, nem "inocentes"; é com elas que se tem destruido a democracia e se mantém a usurpação dos direitos e representatividade dos abstencionistas. Para viver cordatamente, em sociedade, você devia se libertar desse auto convencimento de que as suas opções são melhores a mais legítimas que as dos outros, portanto, com mais direitos. Até nesta discussão você revela essa sua maneira de pensar, autista!
Repare que, aquilo que você diz (que eu considero atitude indigna e insultos intoleráveis, para além de tentativa de sancionamento dum procedimento NAZI) você o apresenta como:
"Obviamente um "combate" de ideias, pelo verbo, mas sempre no respeito pela pessoa e a opinião de cada um. Foi assim que aduzi os meus argumentos, com frontalidade e convicção, mas sem pretender dar qualquer "lição" e muito menos recorrer ao insulto ou à provocação, como de resto se pode comprovar pela leitura serena do que escrevi."
Mas o que eu digo acerca do que você diz, já é classificado por si como: "a primeira diatribe de Biranta", que acha merecer todo o seu ressentimento.
Ou seja: você "limita-se" ao debate ideológico, os outros "agridem-no e mais aos seus "direitos"... Mas são os direitos dos outros que estão a ser usurpados... Será preciso mais alguma coisa para se perceber as suas intenções sabotadoras, sob a "reivindicação" de exigência de respeito pela "democracia", para si, mas que você nega aos outros; enquanto que os outros também não têm os mesmos direitos, democráticos, de dizer o que pensam?
Ou será que, aquilo que você considera "agressivo" apesar de serem apenas "palavras", tais como as que você usa para se expressar, lhe "doem", porque a consciência pesa, mesmo quando é uma "consciência" tão pouco consciente? Não creio que o seu écran lhe tenha dado alguma bofetada ao ler o que eu e os outros escrevemos. Foram só palavras, livres, sinceras, frontais...
Amigo Zeca!
Está na hora de avançar e espero que nos faça o favor, a todos, de arranjar o tal "local calmo" para podermos exercer os nossos direitos de discutirmos como divulgar as nossas opiniões e propostas.
Amigo Ferreira!
Estou inteiramente de acordo com o que diz e com as suas "boas intenções". Mas, como pode ver pela resposta do Maio, existem pessoas cuja forma de pensar já "tem dono" e não se vai alterar com "argumentos", por mais coerentes que sejam.
Por mim, não tenciono desperdiçar sementes em terrenos estéreis e irrecuperáveis, até porque há por aí muito "terreno fértil", ao abandono, onde se justifica, e se deve, "semear". Esta gente como o Maio estão habituados a "falar sozinhos" e sentem-se muito superiores por terem o exclusivo do domínio da verdade, sem perceberem o quanto isso é anti-democrático.
Mais uma vez, um abraço a todos!

Publicado por: Biranta em fevereiro 4, 2006 03:25 PM

É no "TERRENO FERTIL" que temos a "OBRIGAÇÃO" de demonstrar que SÓ A ABSTENÇAO pode recuperar a DIGNIDADE de ser Português, quanto mais não seja por Respeito aos nossos Antepassados.
O "JOIO" não deixa crescer o "TRIGO", portanto temos que arrancar nem que seja a ferros o tal "JOIO".
Quando "joio" insiste em crescer, temos de o cortar pela raiz, pois não faz falta nenhuma.
Não posso compreender como é que é possivel, haver pessoas que no minimo sabem ler, não compreenda que tudo lhes está a ser roubado até um pouco de dignidade e liberdade.
Será porque têm direito a LAMBER NO ORÇAMENTO?
OU UM SUBSIDIZITO? Porque não faz sentido numa eleição a" ABSTENÇÃO " GANHAR POR MAIORIA ABSOLUTA e UMA MINORIA TRAÇAR OS DESTINOS DESTE POVO, UMA MINORIA ROUBAR E HUMILHAR A NOSSA CULTURA,UMA MINORIA DESPREZAR UMA DAS HISTORIAS MAIS RICAS DO MUNDO, UMA MINORIA TATAR A MAIORIA POR ATRAZADOS MENTAIS.
BASTA!ESTOU FARTO DA UNANIMIDADE E ACLAMAÇÃO. ESTOU FARTO DE SER TRATADO COMO ESTÚPIDO.ESTOU FARTO DE SER ROUBADO.
NÃO QUERO ESTA BANDALHEIRA PARA OS MEUS FILHOS E NETAS.
QUERO UM PORTUGAL LIVRE DE CORRUPTOS, PEDÓFILOS, LADRÕES, DE PAPAGAIOS E ALDABRÕES.

FORÇA
UM ABRAÇO

Publicado por: FERREIRA em fevereiro 4, 2006 10:01 PM

Eu cá até vou recolocar este post em dia; Está "FERVENTE" quanto baste.

Um @bração do
Zecatelhado

Publicado por: zecatelhado em fevereiro 5, 2006 01:53 AM

O TEMPO DAS ÁGUAS MORNAS JÁ LÁ VAI......
É PRECISO MESMO PÔR ISTO A FERVER PARA SE CHEGAR AO "BANHO MARIA" DESPERTAR ESTAS ALMAS DA SONOLÊNCIA DE LETARGIA EM QUE ESTÃO MERGULHADOS, OS MORTOS-VIVOS TÊM DE DESPERTAR.

UM ABRAÇO

Publicado por: FERREIRA em fevereiro 5, 2006 12:02 PM

Não há sol que não dê em chuva
Não há fome que não dê em fartura
Não há rico sem pobre nem preto sem branco
Tanta raiva tanto murro no peito
Afinal é tudo brando afinal está tudo calmo
Joga tição na fornalha Zeca
que a coisa tá parada
Vim eu do abismo à superfície
Afinal para nada

Ora gaita

Publicado por: Periscópio em março 1, 2006 10:56 PM

Este monólogo (aqui), de facto, esgotou-se... Como tudo o que tem vida, as coisas ou nascem, crescem, se desenvolvem... e existem, ou desiste-se e morrem (antes do tempo). É urgente, quanto a mim, passar a outra fase, alargar a civulgação destas ideias e propostas, para além deste círculo, restrito, da Net. O que faz falta é avisar a malta... toda a gente. De discussão restrita já chega. Até porque as discussões não resolvem nada, não "constroem" nada. Isso é o que fazem os políticos, em vez de resolverem os problemas concretos. Se fizermos como eles não seremos diferentes deles... No conjunto dos dez milhões de habitantes do País, esta meia dúzia que aqui vem não conta... a não ser que os outros concordem connosco. Para concordarem, ou não, é preciso que saibam...

Publicado por: Biranta em março 2, 2006 12:54 PM

Ena...uma reacção.
Olá Biranta.
Não concordo consigo. As dicussões resolvem muita coisa sim senhor, ou como dizia a minha avó Maria:
Da discussão nasce a luz... e ás vezes um murro no olho!
hehehe A minha avó Maria era um prato...
Pode (e deve, penso eu) ser um bom começo discutir aqui entre dúzia e meia, como vamos convencer 3,3 milhões de abstencionistas a acordar para o poder de decisão que têm em mãos. E porque não?
O casaco de malha da minha avó Maria começava num fiozinho malandro que eu uma vez descobri (e que depressa se transformou em colher de pau nas nalgas para não me armar em descobridor de malha alheia, mas isso agora não interessa nada...). Portanto começar a acertar as agulhas aqui entre a meia dúzia que nós somos, é um começo; bom ou mau, não interessa. É um começo; mas com todos os que inicialmente assinaram a sua participação, quer concordemos ou não com as suas ideias.
Gostei do "O Desempenho do Presidente Eleito".

Vou ali e já venho.

Publicado por: Periscópio em março 2, 2006 09:00 PM

Oh amigo Periscópio, de conversa estamos todos cheios, o que é preciso é acção. Por mim não pretendo "convencer" alguém em especial. Apenas pretendo que estas "opiniões" e propostas cheguem a toda a gente. Até porque eu sei que há muitas outras pessoas que pensam do mesmo modo mas que, como a questão não "faz eco" acham que estão sozinhos... Isto porque, neste Mundo louco em que vivemos, o domínio dos facínoras "estabelece-se" e perdura através desta muralha de censura a que estamos todos sujeitos. Uma outra coisa que me irrita (sobretuido contra os próprios partidos) é nenhum dos partidos referir estes factos de forma minimamente democrática, fazerem todos o jogo dos facínoras... Estão todos de acordo, demonstrando que são todos igualmente reaccionários e nazis. O mesmo não se pode dizer acerca dos que votam nos partidos. Esta questão da valoração da abstenção, para além de permitir avançar para a resolução dos problemas (devido à responsabilização, inevitável, dos políticos) também é uma questão de elementar democracia. Quando as pessoas perceberem o quanto é importante o seu voto, usá-lo-ão. Aliás, acredito que, ainda antes de "convencer" os abstencionistas, serão "convencidos" muitos outros (que votam no que há, porque não têm alternativa, mas que se preocupam com a resolução dos problemas). É uma questão de idoneidade e democracia. A maioria dos cidadãos são idóneos, ao contrário dos políticos e dos partidos... Acabarão por responder pelos seus actos deploráveis...
Quanto ao número de adesões, não me preocupa. Preocupa-me mais a convicção e a persistência. O resto... acabará por "acontecer".

Publicado por: Biranta em março 6, 2006 02:15 PM

Então amigo Zeca, quando é que "isto" avança?

Publicado por: Biranta em março 16, 2006 01:11 PM

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