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março 05, 2006

* Relato circunstancial e COMPLETO do encontro de Blogueiros em Santarém


Quinta da Ribeirinha, Póvoa de Santarém
Foi neste espaço magnífico que o encontro decorreu. É aqui que se produz o famoso vinho VALE DE LOBOS, espumoso e maduro, tinto e branco, e ainda o não menos famoso Azeite HERCULANO, o tal que faz parte da genuína receita das "Ameijoas à Bulhão Pato". Mas vamos lá a fazer o "diário da festa" tentando não esquecer nenhum pormenor importante.

Saí da Amadora e fui ter ao Estoril onde me esperava a amiga Paula Raposo, do "As Romãs da Paula", com quem já tinha combinado fazer a viagem.

Saímos do Estoril às 15h30 e rumámos a Santarém Via-CREL. A viagem fez-se debaixo de fortes bátegas de água que por vezes dificultavam a visão segura da estrada. A Paulinha, que até conduz bastante bem, ia devagar porque estavamos interessados em chegar inteiros à festa.
A aventura começou logo que saímos no desvio da A.1; Perdemo-nos completamente e fomos parar atrás do sol posto, não faço a mínima ideia onde. Perguntámos num café onde ficava a bendita terrinha que estávamos tentando encontrar e voltámos para trás seguindo as instruções do senhor. Ao chegarmos a um entroncamento algures, vimos a placa do hotel onde tínhamos pensado pernoitar e fomos direitinhos ao local. Foi lá que encontrámos o "Morfeu, do "Anomalias e a sua simpática e lindíssima esposa," Prenchemos as papeletas da praxe, deixou-se a bagagem e perguntámos ao senhor recepcionista o caminho para a Póvoa de Santarém. Fiquei na dúvida se não nos mandou virar à direita ou à esquerda e... PERDEMO-NOS OUTRA VEZ!... desta vez já eramos quatro, eh,eh,eh!. Voltei a perguntar num café de estrada onde ficava a bendita terrinha que tão ansiosamente procurávamos. Instruções recebidas e fomos lá direitinhos. Como não há duas sem três, passámos pela Quinta da Ribeirinha e não a vimos. Marcha à ré e lá demos com a coisa. Para nosso contentamento depois destas desventuras, fomos os primeiros a chegar. O Encontro estava marcado para as 17h30 e nós chegámos às 17h40, mas FOMOS OS PRIMEIROS!. Os quatro companheiros desta saga decidiram tomar um café na tasca em frente à quinta enquanto esperavam pelo rancho dos poetas, que foram chegando pouco a pouco. Há que dizer ainda que estava um frio de rachar e um vento norte bastante rijo mas...
Lá dentro estava-se no sétimo céu; Um espaço magnífico em que um velho lagar foi transformado em zona de restauração. Com quase toda a gente já chegada, ao redor de um velho poço foram servidas umas iguarias dignas de deuses, para aí uma boa dúzia de variedades de entradas acompanhadas de um vinho espumoso (branco e tinto) que nem vos digo (ai aquele vinho!). O dono desta casa é um médico lá da terra que, suponho, faça daquilo um prazer e não um modo de vida. É uma pessoa extremamente simpática e afável, que deu gosto conhecer. Das visitas há ainda a destacar o amigo Bulhão Pato ( esse mesmo, um descendente do homem que imortalizou o célebre prato da gastronomia lusa), a Fernanda Frazão, da editora "Apenas Livros" e o meu velho companheiro e amigo de grandes lutas passadas que eu já não via há bué, o JOSÉ FANHA, com quem combinei encontrar-me um dia destes para revivermos pelo menos alguns desses momentos.
Terminadas as entradas, serviu-se o prato: Bacalhau assado com grelos e pão, regadinho com o tal azeite Herculano, que estava... (nem vos digo!), acompanhado do tal tinto de excelência da marca Vale de Lobos. Sobremesa, o café da ordem e passou-se ao tempo de poesia. Antes quero dizer ainda: À minha frente sentaram-se duas amigas, a ANI e a MARGARIDA, moças simpatiquíssimas. A ANI é uma cartomante que usa um género de "Tarot" e esteve a "ler" a sina ao Zé Fanha, à Paula Raposo e a mim, um momento de muito boa disposição.
O espaço poético teve como principais suportes de apoio o Zé Fanha, o Jorge Castro e o Fernando lendo poemas de gente que não pôde estar presente. Houve poesia a rodos, momentos de autêntica magia, momentos em que o mundo parecia parar para ouvir a voz, a música das palavras do poeta, enfim, uma DELÍCIA!.
Também se intervalava, como é compreensível, para dar mais força ao momento, e nesses intervalos, acompanhados por uma viola, cantámos cantigas para todos os gostos.
Agora vamos a cenas engraçadas: A Paula Raposo, tentava à viva força (eh,eh,eh!) cobrar uma "dívida antiga" ( Um beijo!) com origem num outro encontro ao amigo Alexandre, e confesso, não sei se o conseguiu eh,eh,eh!
Já bem bebidos, comidos e com o ego cheio de boa poesia, demos por terminado o encontro eram já 02h30. A maioria do pessoal seguiu para casa mas alguns ficaram no Hotel Rural de Santarém:


A Paula Raposo, o Zecatelhado, a Lique e o seu mano, o grande Ognid, o Morfeu e a sua esposa e o Fernando também com a respectiva.
Antes da "recolha", o Fernando ainda leu no hall três ou quatro poemas seus bastante "apimentados" eh,eh,eh! e foi com esta boa disposição que toda a gente recolheu aos seus aposentos. Há que dizer que o Hotel é lindíssimo, com piscina, campo de ténis e parque auto mas... O Colchão era duro como pedra, safa!
Eu e a Paulinha que ficámos no mesmo quarto ( e não se ponham para aí a imaginar coisas que não aconteceram, eh,eh,eh!) levantámo-nos por volta das 10 horas e encontrámos já cá em baixo na sala do pequeno almoço a família Morfeu, o outro casal simpático que eu não sei o nome, e uma outra amiga que também não sei dizer quem é. Estes três últimos elementos foram uma surpresa para mim visto que não sabia que ali também haviam pernoitado.
Com uma ressaca das boas (eu e a Paulinha), despedimo-nos dos companheiros e rumámos a Lisboa, desta vez fizemos o caminho de volta certinho e direitinho sem enganos. Parámos na área de serviço de Aveiras para tomar um café ao qual eu juntei uma "bomba" anti-ressaca que, pelos vistos, me deixou muito bem. Estou a escrever isto tudo "almoçando uma torrada seca e um chá verde para limpar o "veneno". E, como dizia o nosso amigo, ASSIM ACONTECEU!
Um resto de bom fim de semana a todos. As fotos devem estar a aparecer por aí por tudo quanto é sítio.
Compreensívelmente esta semana não vai haver Café Expresso. A lista de presenças está no blog do Jorge, o Sete Mares, e não vale a pena estar aqui a repeti-la.

Um @bração do
Zecatelhado

Publicado por Zé do Telhado às março 5, 2006 07:16 PM

Comentários

Ainda bem que foi bom:) beijos

Publicado por: wind em março 5, 2006 03:59 PM

Ehehehehe António!! Ias-me matando com este post!! Morri a rir. Descrição completíssima da óptima noite de ontem. Um grande beijo para ti, encontramo-nos dia 25 no Blognocio da Peimavera...

Publicado por: Paula Raposo em março 5, 2006 05:17 PM

A ressaca é terrível...não é 'peimavera', até parece outra coisa!! Primavera!! Bolas!

Publicado por: Paula Raposo em março 5, 2006 05:18 PM

Companheiro, não se faz uma coisa destas. São 19:18, e depois de ler a ementa da jantarada, fiquei com uma fome de leão. Vou trincar qq coisa. Até Lá!

Publicado por: JT em março 5, 2006 07:19 PM

Fico contente por todos vós.
Um abraço. Augusto

Publicado por: augustoM em março 5, 2006 09:22 PM

E está a crónica feita!

Fiquei com pena de não fazer um desgarrada com o Fernando, lá pelo Hotel... Mas não se pode ter tudo.

Um grande abraço, meu caro.

Publicado por: OrCa em março 5, 2006 11:59 PM

Que grande aventura! :)))

Publicado por: Inês em março 6, 2006 12:29 AM

Excelente descrição, pelo menos das partes que acompanhei! Mas também gostei de tomar conhecimento das outras! ;-)

Foi bom rever-te (como sempre!)

Aquele abraço,
/Sandra

Publicado por: Sandra Feliciano em março 6, 2006 12:33 AM

Pois é companheiro, acabou-se. Mas outras haverá, essa é que é essa.

Jorge, também tive pena que não tivesse havido desgarrada porcalhota. Mas, como dizes, não se pode ter tudo.
A Paula ainda levou com três ou quatro e quase que lhe passavam os vapores. Disse bem: quase.

Publicado por: fernando em março 6, 2006 03:01 AM

Ah grande camarada Zeca ! E o belo coro que fizemos a cantar o Vitorino e o outro Zeca, aquele do "venham mais zinco" ... que está sempre presente!
Foi uma noite fantástica.
Com comida e bebida a condizer.
E gente melhor ainda.
Beijao (do nosso tamanho, carago!) que ao menos é coisa que se vê bem.

Publicado por: Julia Coutinho em março 6, 2006 02:52 PM

Eheheh grande relato Amigão! Perfeito! Só fico curioso por saber o que é que aconteceu à famosa garrafa de tintol que apareceu no hall do hotel (as camas eram mesmo duras, porra) nas mãos de uma Senhora muito bem disposta ;) abraço.

Publicado por: ognid em março 6, 2006 06:33 PM

Caro Zé do Telhado,
confirmo que o colchão era duro e nem com a anestesia do vinho se aguentava. Pelos vistos não devia ter ido logo para a cama, mas não sabia que estava assim tanta gente no hotel. Agora percebo por que razão às quatro da madrugada eu ouvi um passarinho... Um abraço.

Publicado por: Jorge em março 6, 2006 07:04 PM

Já tentei comentar, mas parece que há por aqui problema...serão alguns eflúvios perdidos?...foi um prazer ter-te conhecido, e, agradeço desde já o piropo para a minha "esponja"...assim sendo espero que haja mais encontros para alinhavarmos novamente as prosas e os poemas...
Um abraço do
Morfeu

Publicado por: morfeu em março 7, 2006 01:32 PM

Olá Amigo Zé,
Foi bom este encontro de partilha, de fraternidade, de poesia.
É a primeira vez que te visito e por isso não poderia deixar este post em branco.
Prometo voltar com mais tempo.
Obrigado pela visitinha e comentário.
Grande Abraço,

Publicado por: Jorge Moreira em março 11, 2006 11:49 PM

Olá Amigo Zé,
Foi bom este encontro de partilha, de fraternidade, de poesia.
É a primeira vez que te visito e por isso não poderia deixar este post em branco.
Prometo voltar com mais tempo.
Obrigado pela visitinha e comentário.
Grande Abraço,

Publicado por: Jorge Moreira em março 11, 2006 11:49 PM

Como a sala era enorme e eu conhecia pouquíssimas pessoas, é interessante ir lendo os relatos dos "4 cantos"... (Pessoalmente nem tive tempo ainda de alinhavar nada... nem de ver os blogs todos).
O teu relato está giríssimo e ouvira falar das cartas de tarot e estive qs p sair disparada do meu cantinho para ir cuscar...!!

Um @braço tb para aí

Publicado por: Raquel V. em março 13, 2006 05:36 PM

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